terça-feira, 13 de novembro de 2012

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Tenho o hábito antigo de sentir palavras. De amar a vida que há nelas. Do meu pé-de­-seriguela observava as pessoas passando pela ponte sem que jamais me vissem. Cada uma seguia diferente, cada uma carregava o infinito único que a fazia viver. Eu inventava histórias para aqueles passantes. Condensava o que sentia vago no preciso [inventivo]. Cada palavra era um lar gigante, cujo espaço era preenchido como eu quisesse. Tenho o hábito de pensar sobre as coisas que carrego dentro de mim. Às vezes, pesa. É insustentável. Às vezes é tão leve como um silêncio e tão bonito como uma saudade, como a existência das coisas misteriosas cujas palavras não penetram. Neste espaço virtual, há um pouco de tudo que não me abandona. Há um pouco do que eu levo. Do que eu sinto.

 como flor.

Um comentário:

  1. Muito bom o intensivo a leitura, tenho também um blog aqui no Rio Grande do Norte mais especifico em natal, e adoraria receber sua visitinha lá http://commaosdeseda.blogspot.com/ e convido-a a ser uma de minhas seguidoras.. Bjus Luana.

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